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sexta-feira, 9 de abril de 2010

HominisCanidaee - Entrevista Carlos Dias (Carlinhos)...

Seguindo a série de entrevistas que estamos fazendo sobre figuras do mundo da música que influenciaram ou influenciam boa parte das bandas e pessoas que acompanham o Hominis. Se alguem quiser sugerir entrevista, chega la no blog e manda na caixa de mensagem.

O Paulo Marcondes fez uma entrevista com o Carlinhos Dias, da Polara, Againe, Caxabaxa e diversos outros projetos que você encontra la no blog pra download...

Provavelmente você já ouviu alguma música de Carlos Dias (Carlinhos). Não? Againe, Polara, Albertinho dos Reys, Caxabaxa, Diluentes, Tube Screamers? Te
m certeza? Em uma entrevista feita por e-mail, ele falou sobre as bandas, o que curte da cena atual, projetos futuros, se againe e polara irão voltar um dia e etc. Saca só:

1) Quantas bandas você já teve? Eu consigo lembrar do: tube screamers, againe, polara, albertinho dos reys, caxabaxa, walter e reys...

Olha, a contar do primeiro show, ou desde que mudei pra sao paulo em 88? Se for desde criança já forma muitas... Spektro, que era de heavy metal,isso tipo 85, o Esquem em Poa essa época era bem precário, só festival de escola, festa de dia das mães essas coisas...Depois cortei o cabelo em 87 pra poder tocar numa banda de hardcore , isso em Poa ainda....Mudei pra São Paulo em 88, andando de skate na rua conheci uns caras que tinham uma banda que tirava uns covers de anthrax, metallica etc... Toquei com eles por um tempo também. A banda não tinha nome, chegamos a tocar em um dos festivais do colégio equipe e mais alguma coisa. Eles seguiram mais tocando um deth extremo e eu sai, pq minha pegada era mais crossover, metal punk, etc... E também outras coisas da época que curtia tipo alien sex fiend, as coisas da sub por que tocava no programa do Kid Vinil... Esqueci uma parada. Em 90, toquei em uma banda chamada megaforce,de thrash... E a banda em Poa se chamava ridiculamente os sexomaniacos, e era tipo punk nacional, tipo influenciado pela coletânea ataque frontal,vikings are comig e punk finlandes. Conheci uns outros caras e montamos o Tube Screamers,gostavam só de Dag Nasty, Descendents, Melvins,e aquela parada todo que rolava la por 91,92...

O Tube Screamers foi a primeira banda de fato, gravar fitinha com capa, viajar pra outros estados etc. Trilhando por um caminho difícil porque a única banda que tinha no começo mas parecida com a gente era o Pinheads de curitiba.. Éramos banda Irmã do Muzzarelas de campinas, que nos proporcionaram bons shows, boas amizades. Em 95, montamos ao Againe, com a saída do Rubens,seguimos abanda colocando o Cesinha lost e o Fernando na outra guitarra...Com o Againe ainda existindo precariamente montei o Polara junto com o Rafael Crespo e o Sato. No começo porque tinha bastante musica o Againe meio parado, por causa de compromissos dos outros.... Ai o Polara seguiu um tempo, mas sempre naquelas de que cada um morava num pico né? O rafa no rio eu aqui o sato em osasco, e o marinho aqui também, mas agente conseguia levar ate. Depois comecei agravar minhas coisas sozinho,o Caxabaxa foi um projeto com o Adriano e com o Bruno Galan... Tem também o Matheus Walter, com que eu toco quando vou pra porto alegre. Não tenho muita pretensão de montar banda,pelo menos com objetivos de cds, merchans, etc... Como me mudei pra floripa, sigo gravando minhas coisas, afinal musica faz parte de mim, ela acontece, e seguindo os conselhos do meu pai que era musico de não virar musico (risos).


2) De onde surgiu o nome Albertinho dos Reys?

Eh o meu nome. Mas naquela pegada de cantor que inventava um nome artístico e etc... Meu nome é Carlos Alberto dos Reis Dias.


Video Clipe - Albertinho dos Reys - Vacilo Teu


3) Da cena independente atual, você acha que da para tirar algo? Não só do hardcore, do rock em geral

Olha, não querendo citar nada, mas em geral o que eh feito com o coração, com vontade de verdade eu curto mais do que o bem feito ou o bem tocado. Acontece que a intenção hoje é bem diferente... Uma galera já pegou o caminho aberto e chega querendo sucesso de um dia pro outro.. normal, as vezes ate acontece, mas é uma coisa fugaz,talvez mais a ver com os tempos de hoje... O resolve “ah sou artista!” ou ate como ouvi de um cara uma vez... “po ta mais fácil viajar com arte do que montando banda”. Mesmo se da na arte, uma pá de “dizainerzinho” só porque tem uma mínima noção de preencher um espaço com algo meio legal se acha artista. O buraco eh mais embaixo... Na nossa época todo mundo tocava porque gostava sabe, sem quere desmerecer que vir ali e etc... Mas aquilo de fazer por amor que dava o toque que eu gostava se juntar fazer a parada, etc... Hoje em dia vem um Rick Bonadio e compra todas as bandas que ameaçam o sucesso da bola de vez. Deixando na mão os que estavam dando grana pra ele há pouco tempo... A banda nacional que eu acho mais legal é o ELMA.


4) Quem acompanha seus trabalhos há um certo tempo, pode notar que você se distanciou um pouco da música. Essa é a intenção mesmo? Focar nos seus outros trabalhos, como a arte?

O processo criativo é o mesmo, isso pra mim é uma necessidade, externar as o paradas que absorvo, seja em forma de musica, de arte, ou ate cozinhando se fosse o caso. A questão é conseguir sobreviver fazendo o que se gosta. Na a arte eu posso fazer o meu trabalho sem depender de ninguém, se eu tiver sozinho eu pego uma bic e saio desenhando, ou uma tela, o processo é mais solitário... Mas o mundinho próprio mesmo...A menos que seja um mural com varias pessoas... Talvez através da arte, através do aoseualcance, teve uma aceitação maior entre diferenciados tipo de pessoas, velhos, crianças, ricos pobres etc. Tem mais alcance, e também melhor retorno financeiro,afinal preciso pagar minhas contas.

Mudei pra Florianópolis tem dois anos e não toquei com ninguém lá, só sozinho hibernando no quarto. Ia lançar um disco no fim do ano passado, dois aliás, mas o cara que ia lançar deu pra trás pondo tudo a perder... Um disco de Albertinho dos Reys e um do Walter e Reys. Esse tipo de coisa da desanimo sabe? É coisa atrás de cosia a vida toda. Então optei por fazer eu minhas coisas, no tempo que der e pronto. Ou seja,estamos num momento de vários neo empresários, celulares e etc,existe essa facilidade hoje em dia nas comunicações que é inegável... É muito difícil voce se dedicar a algo tipo um disco, é um filho sabe,as musicas, a ordem e etc... Ai fica capengando o porquê nego que lança sei la o que, ou pra a fabrica musical.... Fica aquela coisa, o cara gosta, quer fazer pra quem gosta, mas na hora mesmo isso não é suficiente, e prefere dar preferência pra sub sei la o que! Então decidi por mim o que eu sempre fiz, tocar as coisas por mim mesmo, trampar, ganha grana, quando der com as minhas coisas, porque depende dos outros é complicado. O cara que eu mais confio nesse meio e acho firmeza é o Fred da submarine, e as coisas que ele lança, complementando sua pergunta de cima... Hurtmold, bodes e elefantes, as bandas dos meus amigos (risos).


5) O que você acha dessa coisa de download na cena independente do rock nacional?

Não entendi direito ,mas sou adepto, e também tudo que eu faço eu ponho pra download,em algum momento.


6) Uma coisa que sempre intrigou bastante os ouvintes do againe (principalmente no sem açúcar) e no Polara são as letras. Como elas eram escritas? Todo mundo que eu conheço e gosta das bandas, diz que elas são bem urbanas.

Olha, sou de porto alegre, sou praticamente um caipira na cidade grande. Essas letras a maioria, foram escritas em momentos refletindo isso, a minha visão da cidade. No caso do againe ja vinha desde antes essa temática. Nunca soube escrever letra de protesto, então queria uma coisa da cidade, dos relacionamentos, das amizades, etc. Hoje em dia que mudei pra praia, que começo a analisar isso tudo... Talvez daqui um tempo tenha mais a dizer, porque isso ai foi como se fosse uns vômitos, uns throw ups. Tipo escrevendo no ônibus, na casa dos outros, nos banheiros, sempre que lembrava algo,nem que fosse duas palavras, um expressão,ainda bem que tenho esses registros que dizem muito sobre mim....


7) Todos os fãs do againe e do Polara se sentem "órfãos". Há alguma possibilidade dessas bandas voltarem?

Sei la. Voltar não, um show ou outro talvez de tempos em tempos todo mundo fala...Mas se for isso é só uma reunião.


8) O que você anda escutando de música?

Depois do torrent e dos blogs e da net tudo mudou né? Antigamente pra você gostar de algo, tinha que compra o disco. Hoje em dia ta ali no itunes ou aonde for, e muita gente com vergonha do shuffle... Eu realmente tento ouvir de tudo, vivo por épocas, o de sempre, e o que nunca tive acesso... É isso.


9) Eu queria agradecer pela entrevista e pelo tempo cedido, de coração. Aquela hora clássica: shows, contato, divulgação...

Fiz um soundcloud do Albertinho, show não tem nada, ta saindo meu site www.aoseualcance.com, aonde pretendo por uma parte da musica juntando minhas coisas todas. Estou trabalhando num documentario da vida do meu pai que era musico tambem... A coisa mais massa que apareceu foi uma fita k7 de 68, que ta postada aqui.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Depósito HominisCanidae - 50 melhores discos nacionais da década - 30 a 26...

Chegamos na metade da lista dos 50 disco mais relevantes no Brasil nesta primeira década do século XXI. Soube esses dias que está pra sair a lista com a votação que nos participamos e nos inspirou a jogar listagem do HominisCanidae por aqui, só que aqui todos os nossos pra download...

30) Conta (2007) - M. Takara - Maurício Takara está envolvido no cenário musical brasileiro há alguns anos, predominantemente tocando percussão/bateria na Hurtmold, Instituto, SP Underground. Mas também se utilizando de programações eletrônicas e trompete. Já se apresentou em Barcelona e Berlim. Este é seu 3º trabalho solo. Se eu tivesse que resumir o CD em uma palavra, certamente ela seria EXPERIMENTALISMO! É isso que vem a cabeça imediatamente ao começar a ouvi-lo. Este é um dos melhores CDs do Takara, seja solo ou com as bandas das quais participa...

29) Hominis Canidae (2009) - Eu Serei a Hiena - Este é o 2º disco da banda paulista Eu Serei a Hiena, que é um projeto paralelo formado por integrantes de outras 4 bandas: DOD, Ratos, Discarga e Hiena. Este trabalho mostra uma versatilidade enorme em músicos que normalmente tocam punk/hardcore. Recheado de participações da cena independente paulista, o disco mostra uma evolução enorme no trabalho dos caras, e influências passando do post-hardcore de At The Drive-in ao Jazz, do experimental do Fugazi ao post-rock, e por isso está nessa lista...

28) Fora de Hora (2009) - Porto - O Porto é o projeto solo do baterista brasileiro Richard Ribeiro (Debate, Diagonal, SP Underground). este é o 1º registro lançado pelo projeto. Carregado de acidez e viagem por todo o EP, trata-se de um show de bateria e instrumentos percurssivos, permeado por guitarras carregadas de Jazz. Uma das figuras mais atuantes no cenário instrumental brasileiro traz um projeto solo englobando jazz, experimentalismo, rock, Soul, Blues e sem soar com nenhuma outra banda da qual fez ou faz parte...

27) Nada de Novo (2004) - Mombojó - Esse é o 1º cd dos pernambucanos do Mombojó. Este é também o melhor CD da banda, nele a banda ainda era um sexteto. A Mombojo foi uma das bandas que melhor soube aproveitar da internet e o crescimento do cenário independente nesta década. Este disco saiu na revista Outra Coisa, alcançando todo o país e projetando a banda ao ponto de tocarem no Tim Festival. Algumas participações do disco são China e Queops Negão. Seria a nova onda do Manguebeat?! Ou uma MPB moderna, com guitarras e sintetizadores...

26) Inacabado (2008) - Polara - Este foi o último trabalho da banda paulista Polara. Paulista, porém formada por um pouco de Rio e Porto Alegre. Músicos que tocavam em outras bandas (Carlinhos era do Planet Hemp, por exemplo) mas se identificavam com outras vertentes músicas. Trata-se de um Som urbano, musicalidade que não pode ser definida, dançante, alegre em algumas horas, angustiante e emocionante em outras. A música Empate é um hino para jovens que andam por Sampa, de skate ou nos botecos. Assim o é o melhor disco da carreira do Polara, lançado em 2008 apenas virtualmente, quando a banda já tinha anunciado seu fim...
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sábado, 10 de janeiro de 2009

PONTE(BA) - Calistoga na lista de Dez discos de 2008

O novo blog baiano Ponte aponta o disco Normal People´s Bigade da banda potiguar Calistoga como um dos 10 melhores discos de 2008.

confira a lista dos caras:

Em seu primeiro post, o PONTE já desliga o desconfiômetro e tem a pretensão de listar seus 10 melhores discos nacionais de 2008. São eles:


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1 - Kamau | Non Ducor Duco

O disco do mc paulista conta com 17 faixas de rap. Rap puro mesmo. E desse jeito, Kamau conseguiu fazer música bem feita até mesmo para aqueles mais atrasados que ainda acham que o rap não é música. Produções de alto nível, rimas inteligentes, participações que realmente somam no conteúdo do disco e scratchs e colagens bem encaixados conduziram o rapper a lançar um álbum que já pode ser considerado um clássico.


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2 - Curumin | Japan Pop Show

O samba-rock continua predominando, mas em Japan Pop Show, Curumin colocou o ritmo consagrado por Jorge Ben (que parece continuar sendo grande influência nesse disco) para conversar melhor com o funk, rock, rap, samba e uns barulhinhos experimentais pra lá de agradáveis.


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3 - Sonantes | s/t

União musical da cantora Céu - que, aqui, comprova mais uma vez ser uma das vozes mais belas da nova geração de cantoras brasileiras - com instrumentistas da Nação Zumbi e Instituto. Ritmos latinos, música brasileira,participações de Siba e Bnegão e vai por aí. Até o momento, o disco lamentavelmente ainda não foi lançado no Brasil, só na gringa.


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4 - Daganja | Entre Versos e Prosas

Disco de estréia do mc baiano que mostra o alto nível do rap de seu estado. Com uma levada bastante original, Daganja manda suas rimas positivas em cima de beats bem escolhidos e que dão uma cara bastante brasileira à musicalidade do disco. É daqueles cds cujas faixas fluem sutil e facilmente no player, da primeira à última.


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5 - Polara | Inacabado

Infelizmente, as músicas desse disco não tiveram tempo de chegar a um cd físico. Antes disso acontecer, a banda acabou. Mas deixou de presente mais este registro que só confirma a qualidade anteriormente mostrada no “Tempestade Bipolar” e no split com o College. Basta que você escute a música “Empate” para ter a prova disso.


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6 - Calistoga | Normal People´s Brigade

Feliz surpresa vinda de Natal/RN, o disco traz um rock sem firulas e com nítida influência de bandas como At the Drive-in e Foo Fighters. O resultado é realmente surpreendente e certamente ainda vai causar barulho em diversos cantos do país. Mantenha seus ouvidos atentos!


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7 - 3namassa | Na Confraria das Sedutoras

Com vozes de beldades como Céu, Thalma de Freitas, Cyz, Pitty, entre outras, fica até difícil fazer um disco ruim. Mais ainda quando se tem Pupilo e Dengue (Nação Zumbi) junto com Rica Amabis (Instituto) cuidando da parte instrumental. Prazeroso até o talo!


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8 - Funkero | Poesia Marginal Mixtape

Apenas uma mixtape, a qual mostra o encontro entre o rap e o funk carioca em seu estado mais digno. O MC Funkero deixou a influência dos bailes funks cariocas permearem suas letras e musicalidade e produziu um material ímpar, pra deixar a caduca mesmice do rap se matando de desprezo.


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9 - Macaco Bong | Artista Igual Pedreiro

Dez faixas de rock instrumental intenso e nervoso. O disco do trio de Cuiabá/MT é mais uma prova da boa qualidade de bandas instrumentais contemporâneas no Brasil. Em “Artista Igual Pedreiro”, ainda se encontra espaço para passagens hardcore e metal, tudo muito bem encaixado e executado.


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10 - Marcelo D2 | A Arte do Barulho

Marcelo D2 parece ter feito as pazes com sua inspiração. É o que indica as músicas de “A Arte do Barulho”. Sem aquele papo chato de “eu misturei rap com samba”, o disco soa bem mais honesto e alcança um nível musical e lírico o qual não se via no trabalho do rapper carioca desde seu primeiro registro solo, “Eu Tiro é Onda”. As músicas possuem uma roupagem que parece louvar a velha escola do rap. “Desabafo” é irresistível e a veia rock dos tempos de Planet Hemp parece ter achado um lugarzinho na faixa-título e em “Vem comigo que eu te levo pro céu”.

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