sexta-feira, 26 de março de 2010

HominisCanidaee - Entrevista Jair Naves e EP Araguari...

Opa, foi mal a demora. Passamos por turbulências com o blogspot, mas estamos de volta com um "e" a mais, agora é HominisCanidaee e começamos com uma entrevista/resenha feita pelo Paulo Marcondes, um HominiCanidae nato.

Jair Naves é um músico (mesmo que ele não goste desse título, ou ao menos não gostava) e com esse EP mostrou uma evolução enorme em seu trabalho. Tanto no vocal (dessa vez, limpo, sem gritos e acompanhado por Júlia Frate, cantora) quanto em suas letras que estão de uma poesia enorma e com uma sonoridade bem diferente de tudo que todos esperavam. Algo calmo, mais fácil de se digerir do que o Ludovic (ex-banda do Jair) a qual comparações não serão feitas.
Se me pedirem pra classificar ou dar uma dica do que o som dele se parece, eu diria: "pega um pouco de Joy Division na época do Unknown Pleasures, de Dolores Duran, Walter Franco e Maysa. Agora mistura tudo, é, lembra um pouco." Como foi dito no post do Hominis: Não é rock. Não é folk. Não é samba. Não é moda de viola. É apenas o melhor letrista da atualidade em um projeto sincero e visceral.

Download do Ep: Jair Naves - Araguari EP (2010).rar

Demorou, mas segue agora uma entrevista com o próprio Jair Naves, falando sobre música, as dificuldade de um trabalho solo, sobre o mercado independente, sobre a vida, da maneira mais direta possivel...

1. No começo do EP, existe um pedaço do filme "O caso dos irmãos Naves" há algum parentesco com eles?
Essa é uma pergunta que sempre me fazem e eu nunca sei exatamente o que responder, já que eu mesmo continuo com essa dúvida. Pelo que eu consegui apurar, havia uma ligação da família de Sebastião e Joaquim (as vítimas do ocorrido) com o pessoal da minha avó paterna, mas afirmar que eles eram meus parentes seria meio abusado da minha parte. O que me fez mencionar a história deles na introdução do EP não foi só a ligação com a cidade e a coincidência (ou não) do sobrenome, mas também a intenção de prestar uma homenagem a eles e de trazer o caso para o conhecimento daqueles que se interessam pelo que eu faço.

2. Você com esse projeto conseguiu trabalhar de maneira diferente nas letras. Lembro de uma vez que li que tinha planos em se expor menos.Acha que conseguiu isso em Araguari?
Infelizmente não (risos). Quer dizer, tentei trabalhar melhor com metáforas e falar um pouco mais da vida de outras pessoas, coisa que eu não fazia muito antigamente. Por outro lado, tratei de assuntos íntimos muito abertamente, com uma transparência até maior do que eu costumava utilizar no passado.

3. Em Araguari II (meus dias de vândalo) existe um verso que diz "minha reza de ateu". O que é Deus para você?
Olha, você realmente pegou pesado nessa. Eu poderia ficar escrevendo durante horas e ainda assim não conseguiria definir o meu conceito de Deus. Eu tenho uma visão muito pessoal a esse respeito, uma teoria que eu formulei de acordo com as experiências que eu tive, as perdas que eu sofri, os rumos que pessoas próximas a mim deram às suas vidas e etc. Sobre a música em si, a estrofe em que esse verso se encontra é toda sobre desespero, esgotamento, falta de perspectiva, questionamento sobre o futuro e angústias dessa natureza. Quando eu usei essa imagem, quis passar a impressão de alguém que apela para o último dos recursos – a tal “reza de ateu”. Tem uma conotação religiosa, obviamente, mas não é exatamente sobre crer ou não na existência divina.

4. Como é sair de uma banda e ter um projeto solo? Digo, tomar conta de quase tudo sozinho?
Ainda estou estranhando um pouco. Passei metade da minha vida fazendo parte de bandas, é a primeira vez que trabalho assim, lançando discos sob o meu próprio nome. De qualquer forma, por enquanto eu não posso me queixar de nada. As pessoas estão gostando das músicas, os shows têm sido bons e a minha banda não poderia ser melhor. Tenho muita sorte por poder contar com esses músicos que tocam comigo, são pessoas em quem eu acredito muito e que abraçaram o trabalho com uma dedicação tão grande que chega a ser até comovente pra mim.

5. O que você considerou mais difícil neste ep? Compor, gravar, mixar, tentar desviar a ansiedade?
Tudo foi extremamente difícil, desafiador. Não só por eu ter trabalhado por conta própria na maior parte do tempo, mas também porque acho que nunca fui tão exigente comigo mesmo quanto dessa vez. Como eu não queria me repetir ou fazer aquilo que as pessoas esperavam de mim, levei muito tempo lapidando as músicas e letras. A gravação também foi complicada, tanto pela complexidade de alguns arranjos quanto pelo fato de eu ter introduzido muitos elementos com os quais eu ainda não estava muito habituado (sintetizadores, piano, muitos backing vocals, vozes femininas, samplers, etc). Na mixagem e masterização foi um pouco mais tranqüilo. Tive o privilégio de poder contar com o Renato Coppoli, um verdadeiro mestre do ofício, com quem aprendi muita coisa no pouco tempo que trabalhamos juntos. Quando já estava tudo pronto, tive que esperar um pouco para conseguir a liberação dos trechos de “O Caso dos Irmãos Naves” que foram utilizados em “Araguari I (Meus Amores Inconfessos)”. A ansiedade foi realmente enorme, eu não tinha idéia de como as pessoas iriam receber essas músicas, mas valeu a pena passar por tudo isso. Com toda a franqueza, acredito que esse é o meu melhor trabalho até o presente momento.

6. Onde foi parar a loucura do vocalista da Ludovic? Ela persistira ao vivo mesmo com um som considerado mais "calmo"?
Acho que foi parar nas músicas em si. Acredito que esse EP contém algumas das minhas composições mais ousadas, de estruturas menos óbvias, mais “experimentais” no sentido literal do termo. Sobre os shows, difícil dizer. Não tenho qualquer interesse em repetir coisas que eu fiz no passado, mas ao mesmo tempo eu tenho minha personalidade, meu jeito de fazer as coisas, características das quais eu não vou me livrar nunca, mesmo que eu queria. Cabe a vocês ir aos shows e tirar suas próprias conclusões, creio eu.


Video de Araguari II no show de Lançamento do EP na festa da Travolta Discos

7. Voce acredita que o público do Ludovic vai somar ao seu projeto solo? Pensou nisso quando fez o EP? Ou isso não faz parte do processo pra voce?

Nunca penso nisso enquanto componho. Acho muito perigosa essa preocupação com o que as pessoas vão pensar – aliás, não só perigosa, mas sem sentido. É impossível prever a quem você vai ou não agradar, então a única coisa que você pode fazer é ser sincero consigo mesmo, se esforçar ao máximo em todas as etapas e depois torcer pra que alguém mais goste do resultado. A recepção por parte dos fãs do Ludovic tem sido muito melhor do que eu esperava. Enquanto eu estava gravando o EP, me parecia algo tão diferente de tudo que eu fiz no passado que me dava a certeza de que muita gente iria torcer o nariz. Mas foi o contrário disso, a resposta que eu tive foi surpreendentemente positiva. Fico feliz com isso, me dá segurança para explorar novos caminhos no disco que a gente tá gravando atualmente.

8. Reza a lenda que você não é muito a favor do download gratuito. Isso mudou?Qual a sua posição sobre o assunto musica livre na internet e essas coisas?!

Hoje em dia você precisa se adaptar a essa condição, não tem jeito. A regra atual do jogo é essa, o perfil de quem consome música mudou completamente, é preciso achar maneiras de usar essa nova conjuntura a seu favor. Para mim continua parecendo um pouco estranho, uma vez que o público e o mercado exigem gravações de boa qualidade, o que evidentemente custa um bom dinheiro, mas nem sempre quer pagar por isso - o que, pelo menos para músicos independentes, não é um quadro nada animador. Mas é assim que funciona, então o negócio é focar no lado positivo da coisa, pensar nas alternativas possíveis e seguir em frente.

9. Quais os planos com o projeto solo?! Pensa em sair do gueto e rodar mais o país?! Fale o que quiser pra quem quiser...
Os planos são de tocar o máximo possível, com quem nos chamar, em qualquer palco que nos receber. Fora isso, estamos gravando atualmente um disco "cheio", que deverá ter de 10 a 12 músicas inéditas, cuja previsão de lançamento é ainda para 2010. Estou muito empolgado com essa nova fase, espero poder contar com o apoio daqueles que me conhecem de meus projetos passados. Fora isso, muito obrigado a vocês pelo espaço. Tomara que a gente se encontre por aí em breve.

Fotos: Patrícia Caggegi
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Primeira Noite Noize - 26/03

cartaz(Gustavo Rocha)



VAMOZ!(PE)
RAYBANS(PE)
OS INFLAMÁVEIS
+ DISCOTECAGEM ROCK

SEXTA 26/03 - as 21
hrs
Centro Cultural Dosol
entrada: R$: 5,00



O Coletivo Noize com apoio do Centro Cultural Dosol, da inicio ao projeto "Noite Noize", festa quinzenal do Coletivo. para dar inicio as atividades é com muito orgulho que apresentamos uma das melhores bandas de "ROCK" do nordeste o incrivel Vamoz! e suas guitarras matadoras, a festa tambem conta com a participação do Raybans projeto formado por musicos de Recife que tocam em bandas como Sweet Fanny Adams, AMP e Vamoz! a banda que tem influência de rock 50', 60' e tudo o que envolva o clássico, o cru e o charmoso são as preferências no repertório da banda que vai de Chuck Barry, David Bowie, Stooges até Greenhorns. e para abrir a festa, sem sair da pegada 60' Os Inflamáveis, banda da nova geração do rock potiguar, que vem mostrando muita competencia e boas composições, estão terminando de gravando um EP com 6 musicas que deve ser lançado muito em breve.

a festa será divertida, e para deixar a coisa toda ainda mais em clima
festa, quem for de Ray-ban ganha um cd na entrada do show.*
a promoção só vale pra quem entrar na primeira banda*


SERVIÇO?
O QUE ? NOITE NOIZE
QUANDO? SEXTA, DIA 26 DE MARÇO, 21H
ONDE? CENTRO CULTURAL DOSOL, RUA CHILE, RIBEIRA
ATRAÇÕES? VAMOZ!(PE), RAYBANS(PE) OS INFLAMÁVEIS(RN)
QUANTO? 5 REAIS



duvidas?
noizecomunica@gmail.com
http://www.coletivonoize.blogspot.com
91115683 - Gustavo Rocha
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quinta-feira, 4 de março de 2010

Deadly Fate faz show para marcar o lançamento do 2º cd e os 20 anos de estrada


Paixão pela música. Deadly Fate faz show para marcar o lançamento do 2º cd, Secret Land e comemorar 20 anos de estrada.

Quantas bandas em Natal você conhece que têm vinte anos de estrada? E quantas são de Rock e têm em suas composições a participação de músicos como o maestro Oswaldo D’amore, o coral Madrigal, as sopranos Emille Dantas e Ângela Maria, ou mesmo a participação de convidados como Jorge Lima, Junior Primata e Ticiano D’amore? Certamente são poucas e o Deadly Fate, com muito orgulho, é uma delas.

Fundada em 1989, o Deadly Fate conquistou nessas duas décadas de estrada o respeito de músicos e fãs em Natal, no Brasil e no mundo. E se a banda ainda não viajou por outros países, o mundo viaja até eles através da rede mundial de computadores, e agora em 2010, o Deadly Fate entra de vez na rede e conquista cada vez mais fãs. No MySpace da banda, criado em novembro do ano passado e divulgado em janeiro deste ano, os números mostram a força e o encantamento dos fãs pela banda: são 2.878 visitas e 1.539 audições das músicas do novo disco em 26 países. No Orkut, o carinho dos fãs também é constante.

Inspirados pelas batalhas da vida, o Deadly Fate fala de fé, coragem, dilemas, respeito à vida. Fala também de amor. E em canções como Mom (a dedication) e na bem trabalhada Mother Nature’s Cry, a banda mostra o peso do metal em harmonia com a música clássica. Sentimento na criação.

Compositores da banda, a dupla Mauro Oruam (voz e guitarra) e Onofre Neto (guitarra) são parceiros desde a fundação do Deadly Fate, e mostram que continuam em perfeita sintonia em suas composições. Completam a banda, o baixista Marcos Flávio e o baterista Wilberto Amaral, que também foi o responsável pela gravação, produção musical e masterização do disco Secret Land.

E para marcar o lançamento do 2º disco, dia 06 de março, a partir das 22h, no Galpão 29, Ribeira, o Deadly Fate faz o show Secret Land. Participam da festa as bandas Thunder Steel, Sunset Boulevard e Metallica Cover. Os ingressos antecipados podem ser comprados na Dio Records (84) 3091 1991, Pedrassoli Turismo (84) 3082 8652 ou direto com o Deadly Fate, por R$ 10 ou R$ 20 ingresso + Cd.

Serviço:

Show do Deadly Fate lançando 2º Cd e comemorando 20 anos de estrada

Participação Thunder Steel, Metallica Cover e Sunset Boulevard

06 de março, 22h, Galpão 29, Ribeira, Natal-RN

Vendas antecipadas:

Dio Records (84) 3091 1991 e Pedrassoli Turismo (84) 3082 8652

R$ 10 ou R$ 20 ingresso + Cd

Para ouvir a banda clique aqui.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Hoje tem Subvercine #2



Evento capitaneado pelo Coletivo Chuva Negra, aqui de Natal, o Subvercine acontece no IFRN (antigo CEFET) e vai exibir o filme "Food,Inc" e servir jantar Vegano para os que forem, acontecerá hoje ás 19 horas em ponto.



Serviço:

SUBVERCINE: Filme + Jantar VEGetariANO

Exibição do documentário: Food, Inc.
Quanto: 5 reais
Quando: Quinta feira, dia 25 de fevereiro
Aonde: No mini auditório do IFRN (antigo CEFET)
Hora: Pontualmente às 19h
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lei Rouanet dá "presente" para Mallu Magalhães

A Lei Federal de Incentivo à Cultura, a famosa Lei Rouanet, é cobiçada por todos os músicos, artistas e produtores brasileiros. Originalmente, a sua proposta é dar incentivo financeiro para aqueles que não tem condições de custear suas turnês, montar seus espetáculos e afins. Mas se eu te contar o que a Colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo publicou hoje, você vai ficar indignado. E se trabalhar na área vai querer dar um "Hound-House-Kick" na tela do computador.

De acordo com a jornalista, o governo disponibilizou R$ 778 mil para que a turnê do segundo disco de Mallu Magalhões seja realizada. E de acordo com o empresário da cantora, os shows terão ingressos com preços "populares", R$20.

Vale lembrar que a jovem revelação da música brasileira teve o seu álbum lançado pela Sony Music, uma das maiores gravadores do país. Ou seja, tem amplo apoio para que qualquer uma das suas atividades, sejam elas, shows, divulgação, transporte, hospedagem e etc.

Esta não é a primeira vez que a Lei Rouanet é destinada a quem não precisa. Em junho do ano passado, o cantor baiano Caetano Veloso, foi beneficiado com R$ 1,7 milhões para a viabilizar a turnê de seu disco Zii e Zie.

E a pergunta que não que calar: e os independentes, como ficam?


Fontes: Folha de São Paulo/Punknet

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O INIMIGO NO GRITO ROCK NATAL "Não faltou grito"

fonte: O Inimigo

O Grito Rock é um evento integrado que acontece em mais de 70 cidades brasileiras e ainda em Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina), Montevidéo (Uruguai) e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Ou seja, é um festival integrado na América do Sul. A maior novidade esse ano é que muitas bandas foram escolhidas por inscrição através do Toque no Brasil, que é uma realização da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), BM&A (Brasil Música & Artes), Circuito Fora do Eixo e Casas Associadas. As atrações espalhadas pelas cidades ficavam misturadas entre locais e bandas em circulação. Em Natal o evento ocorreu no Centro Cultural DoSol Rock Bar, contou com 10 bandas e foi realizado pelo Coletivo Noize.

A curiosidade girava em torno das bandas de fora e de ver como as locais estão evoluindo. O resultado foram 10 bons shows que iam desde o pop da paraibana Nublado até o experimentalismo da local Calistoga. Entre as locais é exatamente ela que se destaca mais por apontar para um som que fica difícil qualificar. Já foram hardcore, hoje chamam de post-rock. É na verdade o rock inquieto de sempre deles com o acréscimo dos teclados e sintetizador que Dante empunha quando não está cantando melodiosamente ou gritando. O Distro também vem melhorando. Estão bem entrosados, ganharam mais pegada com a entrada de Dado na bateria, mas continuam com o problema das paradas entre as músicas que quebra o ritmo.

Grandharva é de Pernambuco é faz uma cruza de stoner com grunge, assim como a local Rejects, onde se destaca o sempre preciso Marcelo Costa na bateria.. Bandas também entrosadas e que devem ganhar as terras vizinhas em breve. Como já escrito, a curiosidade era ver as bandas de fora. E foram as que se destacaram mais. O Velho de Câncer veio do Rio Grande do Sul para mostrar um rock rápido, punk, com letras politizadas cantadas enlouquecidamente pelo trio Bubu, Farinha e Pedro Mendigo. Que não é o trio gaúcho, mas três seres enlouquecidos locais. É a força do mundo virtual e das publicações underground. As duas paraibanas são antagônicas. O Nublado faz um som pop muito bem definido, com guitarras precisas e vocais melódicos, algo que não existe em Natal. Já a Zefirina Bomba atira para o outro lado. E finalmente fizeram um show sem problema algum. Corda da viola não quebrou, captador não falhou, saiu tudo certo. O resultado foi um barulho infernal terminando com uma do Nirvana, influência assumida do trio. Martim não tocou o baixo, em seu lugar veio o multi-banda Edy.

A edição local contou com um bom público no sábado e um pequeno, mas atento, no domingo. O Grito Rock continua país afora durante carnaval e fins-de-semana seguintes. Para saber a programação completa é só ir ao site do evento.

Veja o álbum de fotos.

Foto: Rebeca Correia

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GRITO ROCK NATAL 2010 - COMO FOI???


A largada foi dada em Natal para o múltiplo evento Grito Rock – que ocorre em inúmeras cidades da América do Sul no mês de fevereiro, uma espécie de congregação do cenário independente brasileiro na atualidade. Na Ribeira cada vez mais noctâmbula e quieta (as autoridades tem a obrigação de resolver logo a eterna revitalização do bairro), a Rua Chile já por volta das 10 horas apresentava um bom número de pessoas circulando pelo local, fato pouco comum aos consuetudinariamente atrasados natalenses de carteirinha. o evento começa com discotecagem, videos no telão e a otima exposição do Rodrigo Bonfim que chamou atenção de muitas pessoas, com suas colagens de otimo bom gosto, tava bunito. tambem contamos com a presença dos artistas Brunno Freire, Mona e o pessoal do 3R's, todo mundo mostrando seus produtos e artes de otima qualidade.


Rodrigo Bonfim

Brunno Freire

Mona

Ilana - 3R's


PRIMEIRO DIA

Distro/RN

Por volta das 11 e poucos, o quarteto DISTRO começa a passar o som e depois inicia o show, dessa vez trazendo canções mais antigas (“O pulo do gato”), mas ainda assim trazendo seu recente repertório cantado em inglês. O que a banda precisa é só ter um pouco de atenção a mais na agilidade entre uma canção e outra, que apesar de contar com o bom humor do vocalista/guitarrista Rafaum Costa, sempre tem uma afinação rolando. Mas nada que comprometa o power pop rock dos potiguares.


Nublado/PB

Na sequência veio o NUBLADO, convidados paraibanos que simbolizam uma nova geração de bandas que se arriscam na língua pátria, na simplicidade das melodias e acabam criando bons momentos na dupla de guitarras bem compartilhadas por Fabio Viana e Alberto Nanet. Riffs e refrões constroem canções redondas (“No ar”) e que parecem sugerir certo frescor juvenil à música do Nublado. Tocaram algumas faixas novas, mostrando entrosamento e mais desenvoltura no palco que das outras vezes que tocaram em Natal. O público respeitosamente observava e timidamente aplaudia.


Zefirina Bomba/PB

Depois apareceu um trio que vendia uma camiseta com os dizeres “é uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado”. Tratava-se dos também paraibanos ZEFIRINA BOMBA, que já mora em São Paulo há mais de cinco anos e está lançando seu segundo cd, chamado Nós só precisamos de 20 minutos pra rachar sua cabeça. Em pequena turnê pelo nordeste, o vocalista Ilsom precisa de muito pouco pra fazer muito barulho com seu violão de aparência vintage, acompanhado da dupla Edy (baixo) e Guga (bateria). Apresentaram faixas antigas, mas deram prioridade ao disco novo, exibindo clássicos da rapidez em curto espaço de tempo, como “Sopa” e “Cultura”, dentre as quase vinte composições que tocaram, contando com um público um pouco maior e chamando a atenção pela estranheza, já poucos tinham ouvido tanto barulho vindo de um violão distorcido, que passaria despercebido como uma guitarra. Antes de tocarem a saideira, o baixista Edy dedicou o show à fonte de energia dos pedais de Ilsom, que havia acabado de pifar, e emendaram uma faixa de Nevermind, do Nirvana, no violão distorcido!

Calistoga/RN

Em seguida, os cinco cavaleiros do apocalipse, aqui chamados de CALISTOGA, entraram pra fazer seu costumeiro show, misturando muito barulho, guitarras em profusão e a já esperada gritaria/cantoria por parte do agora apenas vocalista Dante Augusto. A qualidade de som nessa hora melhorou um bocado e até foi meio estranho o volume não estar tão alto quando a banda tocou faixas novas como “Silicon mind”, “Accepted crime” e “Feels so real”. Mais um show com a clássica finalização todos-os-pedais-ligados, e mais uma vez um bocado de gente na frente para ver a banda às duas da manhã. Poucas conseguem tal façanha.


Flaming Dogs/RN

Pra terminar, os FLAMING DOGS devem ter tocado (este escriba já não estava mais lá, infelizmente, pois iria deixar os zefs-bombs em casa) seu rock’n’roll envenenado para os nada incautos presentes no centro cultural Dosol. Grito Rock às 3 da manhã. É Noize.




SEGUNDO DIA

Fim de tarde quente de fevereiro, pouco mais de 90 pessoas compareceram ao Grito Rock Natal no segundo dia, os trabalhos iniciados as 18h com exposições, vídeos e a programação rockeira é iniciada com os the Automatics.


The Automatics/RN

Os trintões Automáticos abriram com um show mesclando músicas do mais recente trabalho da banda “In Contrast”, com anteriores, trazendo músicas antigas e já conhecidas do cenário rockeiro local, uma coisa que chamou a atenção foi que o show foi mais rápido que o normal, dando uma dinâmica mais forte (encarei como positivo), mas segundo o xinfroso Alexandre Alves, a culpa é do baterista, não tirou o mérito da banda mais inglesa que Natal tem, britpop dos bãos!!


Rejects/RN

Começando a engrossar o caldo sobem os também trintões do Rejects, todos sabemos que Marcelo é um cavalo na bateria, mas no Grito o rapaz tava com os punhos pesados e tocando na raiva como nunca, a banda ta com um show bem pesado, músicas de todos os eps lançados por eles e no fim uma ótima supresa, o cover do Mad Season com direito até as Harmônicas charmosas em “I Don´t Know Anything”, show bem redondo e pesaaaaaaaaaaaaado!!


Gandharva/PE

Entram em cena os pernambucanos do Gandharva, que vieram de Belém, Brasília e trouxeram seu rock muito bem executado do novo ep “Nine”, com pitadas bem rockeiras com um arzinho de anos 90 pra dar um grau, banda muito competente e que tem dois vocalistas que se revezam muito bem, desde a primeira aparição deles aqui em Natal, já tinham chamado minha atenção e dessa vez não foi diferente, belas canções como “The Road” carimbaram a banda como uma das boas pra esse ano, precisam só tocam em mais shows fora pra ganhar novos ares! Muito foda o show!


Velho de Cancer/RS

De Recife pro Rio Grande do Sul, chega o Velho de Câncer, power trio genuinamente punk com voz gritada na medida certa, lembrando alguns momentos , um bom Black Flag, Husker Dü e um pouquinho de Hot Water Music, banda massa com os caras mais sangue bom da noite, galera cantando as músicas e um show bem quente de acordo com a temperatura ambiente!!


Pumping Engines/RN

Pra fechar a noite e o Grito Rock natal, vem os mossoroenses do Pumping Engines, é rock pesado, gritado e sem frescura e assim foi até o fim do show, após chegarem dos Gritos Rocks das cidades de Maceió(AL) e Arapiraca(AL), os caras mandaram ver com suas músicas do ep “Ignition” e algumas novas, bom show dos garotos que estão pra gravar algo ainda no primeiro semestre. Perto das 23h e todo mundo cansado, mas com dever de casa feito da melhor forma possível, rock dos bons rolou nesse fim de semana! É Nooooooooooooooize!!



Resenha por
Alexandre Alves - primeiro dia
Rafael Costa - segundo dia
Fotos por
Jomar Dantas


O Coletivo Noize agradece a presença de todos.


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Entrevista com o Flaming Dogs





Quem pergunta? Coletivo Noize
Quem responde? Leo Martínez e Fábio Rivas.

1. TENTE DEFINIR O SOM DA SUA BANDA EM DUAS LINHAS. TIPO, QUEM NUNCA OUVIU, VAI VER AO VIVO O QUÊ?
Leo: Rock'n'roll barulhento, com vocais rasgados e guitarras a todo volume. Procuramos dar o máximo ao vivo.

Fábio: Nessa noite com certeza a banda vai estar num nivel de excitação maxima! hehe Acreditem, isso é bom, sempre funciona! Como de praxe, guitarras altas com solos meticulosamente descalculados, Joseph e e seus dedos inquietos, somado a sua voz polêmica e completando, uma bateria nervosa... sempre dizem isso! Ou seja, Rock and roll e muita cerveja!!! \m/_

2. QUAIS OS PLANOS PARA 2010, ALÉM DE TOCAR NO GRITO ROCK NATAL?
Leo e Fábio: Gravar mais dois EP's, um que começaremos em no máximo um mês com mais três músicas e um previsto pro segundo semestre. Queremos divulgar muito esses dois lançamentos e tocar o máximo possível, principalmente em outras cidades. Além de buscar espaço nos festivais daqui.

3. FALE AÍ UMA BANDA GRINGA QUE VOCÊS GOSTAM E UMA BRASILEIRA.
Leo: Deixando de fora os clássicos e partindo pro que ando ouvindo mais ultimamente a gringa é Datsuns (Nova Zelândia) e a brasileira Black Drawing Chalks.

Fábio: na atualidade, interesse por Them Crooked Vultures. No Brasil MQN sem duvidas!

4. QUAL A SOLUÇÃO PARA O CHAMADO INDEPENDENTE NO BRASIL? O QUE FALTA PARA A SITUAÇÃO MELHORAR?
Leo e Fábio: Trabalhar muito pra coisa acontecer. Não só por parte das bandas, mas produtores também. As coisas têm melhorado muito, acreditar no que fazemos e dar a cara a tapa , suar a camisa são muito importantes.

5. SE PUDESSE GRITAR PARA O MUNDO, VOCÊS DIRIAM O QUÊ? QUAL A MENSAGEM?
Leo e Fábio: THE FLAAAAAAAAAAAAAAaMES WENT HIGHEEER!!!!

VALEU!

*Escute o resto da programação do grito rock:

http://www.myspace.com/gritorocknatal

*Mais informações:

http://www.gritorocknatal2010.blogspot.com
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Entrevista com o Gandharva




1. Tente definir o som da sua banda em duas linhas. Tipo, quem nunca ouviu vai ver o que ao vivo?

O Gandharva soa como o caos. Intenso , potente e psicopata. Mas ainda sim, incompreensivelmente, soa harmônico.

Ao vivo, somos energia, vitalidade, rock’n’roll e vida boa!


2. Quais os planos para 2010, além de tocar no Grito Rock Natal?

Nossas ambições para o ano de 2010 são bastante audaciosas. Queremos tocar pelo país inteiro, divulgando o 2º EP da banda.

Esse ano nós temos o objetivo principal de tocar em todos os lugares possíveis.

Entrar em contato com o público mais diverso e levá-lo um som alto, cheio de energia e disposição.

Queremos fazer do Gandharva uma banda verdadeiramente atuante dentro da cena do Nordeste.

Ainda temos planos de realizar a gravação do nosso 3º EP.


3. FALE AÍ UMA BANDA GRINGA QUE VOCÊS GOSTAM E UMA BRASILEIRA.

Uma banda que nós gostamos muito, mas que não é tão conhecida por essas paragens,

é o Verdena. Um trio italiano que faz um rock alternativo de primeira qualidade.

No Brasil, nós curtimos muito a Calistoga, daí de Natal. Os caras se garantem demais.

A pegada da banda é violenta . Sem dúvida uma das melhores bandas brasileiras da última década, para nós.


4. QUAL A SOLUÇÃO PARA O CHAMADO INDEPENDENTE NO BRASIL? O QUE FALTA PARA A SITUAÇÃO MELHORAR?


Confluência de ações. Exatamente como o Grito Rock promove. Se houvessem mais eventos que acontecessem paralelamente no Brasil inteiro, durante o ano inteiro,

ficaria mais fácil de consolidar um público maior, que se interesse de verdade nas bandas independentes. Que vá aos shows, compre discos, e espalhe a idéia.

Achamos que de forma geral, o panorama aponta para um futuro muito bom. Ainda achamos que as bandas precisam se profissionalizar para atender a demanda

qualitativa que o público impõe. Desde imagem, áudio, release, site, myspace, e etc, tudo no melhor que as bandas possam oferecer.


5. SE PUDESSE GRITAR PARA O MUNDO, VOCÊS DIRIAM O QUÊ? QUAL A MENSAGEM?


"A vida é muito curta pra ser pequena". Essa frase do poeta argentino Jorge Luis Borges é o mote para o nosso rock.

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Grito Rock '10 - Entrevista com o The Automatics(RN)



Quem pergunta? Coletivo Noize
Quem responde? Christiane Pimenta, Alexandre Alves e Augusto Cezar.



1. TENTE DEFINIR O SOM DA SUA BANDA EM DUAS LINHAS. TIPO, QUEM NUNCA OUVIU, VAI VER AO VIVO O QUÊ?


CHRISTIANE: Quem nunca ouviu vai achar um som do tipo “já ouvi essa música...” e perceber que não ouviu. Quer dizer, “é rock”, acho que "classic indie rock" fica melhor...

ALEXANDRE: Guitar rock, às vezes leve, às vezes barulhento. Sempre foi assim, não vamos mudar. Estamos ficando mais lentos, eu acho... longe da angústia adolescente “aborrecente”. Não gosto da palavra indie rock, nem de "rock alternativo", sei o que é isso até hoje...



2. QUAIS OS PLANOS PARA 2010, ALÉM DE TOCAR NO GRITO ROCK NATAL?


CHRISTIANE: Cantar numa faixa nova dos Automatics... (rsrsrs)

ALEXANDRE: Completar 100 faixas gravadas pela banda em nove anos de carreira. Gravar o oitavo cd em fevereiro e mixar em seguida. Depois, começar a preparar o box set em comemoração a uma década de sobrevivência em 2011. Vai ser um trabalho desgraçado...



3. FALE AÍ UMA BANDA GRINGA QUE VOCÊS GOSTAM E UMA BRASILEIRA.


CHRISTIANE: Gosto do For Against (EUA) e Deserto Lune.

ALEXANDRE: De fora, Mojave 3 e Pia Fraus. Brasileira, Mr. Spaceman, do Ceará.

AUGUSTO: Metal, metal, metal...



4. QUAL A SOLUÇÃO PARA O CHAMADO INDEPENDENTE NO BRASIL? O QUE FALTA PARA A SITUAÇÃO MELHORAR?


CHRISTIANE: Mais comprometimento das bandas, talvez... se articulando mais, se unindo mais pra fazer show, pequenas turnês e daí por diante...

ALEXANDRE: Acho que falta criar realmente um pequeno circuito de lugares minimamente decentes – amplificadores e retorno que funcionem, ajuda de custo, por exemplo –, fazendo com que as bandas possam tocar mais fora de suas cidades de origem.



5. SE PUDESSE GRITAR PARA O MUNDO, VOCÊS DIRIAM O QUÊ? QUAL A MENSAGEM?


CHRISTIANE: Leiam mais livros! Tenho certeza que isso ajuda.

ALEXANDRE: Plantem árvores, reciclem o que for possível, gastem menos água... poucas cenas são piores do que ver alguém cortar árvores argumentando que é porque as folhas caíam demais e sujavam o chão, ou então gente lavando um carro durante duas horas com uma torneira ligada no máximo. Absurdo total isso.

AUGUSTO: Todo patrão é um f-d-p!




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